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Sindicato denuncia corrupção e gastança no Judiciário do falido Rio de Janeiro

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Paulo Peres

Sob o título “Indignação sem ação não adianta”, o Sind-Justiça está convocando os servidores da Justiça do Estado do Rio para um protesto diante do Fórum, na próxima terça-feira, dia 10. Considerado o Sindicato mais independente e organizado do país, o Sind-Justiça não tem presidente, é dirigido por um colegiado formado por três diretores, e não tem ligação com partidos políticos ou centrais sindicais. Através do Muspe (Movimento Unificado dos Servidores Públicos) o Sind-Justiça tem liderado a assistência e distribuição de alimentos aos funcionários, cujos salários continuam atrasados.

Os nossos Oficiais de Justiça estão sendo espancados, ameaçados e sequestrados, e o Tribunal de Justiça do Estado do Rio de Janeiro não toma nenhuma atitude… Todos os servidores estão com os salários congelados há 3 anos… As serventias estão esvaziadas por um estudo de lotação totalmente incoerente… Os servidores estão sobrecarregados e novos concursados não são chamados…

O Tribunal não tem diálogo com os servidores… O Tribunal gasta meio bilhão de reais por ano com terceirizados… O Tribunal gasta 60 milhões de reais por ano com estagiários, que atuam como se fossem servidores… O Tribunal gastou 60 milhões de reais para contratar 600 pessoas da empresa Appa, sem qualquer função nas serventias…

O Tribunal gastou 49 milhões para contratar uma empresa terceirizada de segurança e ainda gasta 400 mil reais por ano somente com os cargos comissionados distribuídos para 79 oficiais da Polícia Militar que não têm nenhuma função no Tribunal…

O Tribunal tentou gastar 13 milhões de reais com garçons e 1 milhão de reais com água mineral para os desembargadores… O Tribunal mantém contratos com empresas flagradas em atos de corrupção, como a Space 2000, a Facility (do “Rei Arthur”, foragido amigo de Cabral) e outras, que custam dezenas de milhões de reais por ano…

O Tribunal gasta com o plano de saúde de 900 magistrados quase o dobro do que gasta com o plano de saúde de 20 mil servidores… Enquanto isso, magistrados recebem auxílio moradia, auxílio alimentação de 1.825 reais, possuem academia privativa que custa milhões de reais por ano, recebem plantões em dinheiro, recebem por acumulações e auxílios, vendem duas férias por ano, vendem licenças, recebem extras por grupo de sentença e por audiências de custódia, são remunerados por aulas da ESAJ e recebem tudo que questionam com retroatividade…

O que falta acontecer para que nós tenhamos uma reação à altura de tanta vergonha? Dia 10 de outubro, às 14h, em frente ao Fórum Central do TJRJ, teremos a oportunidade de reagir, mostrando ao TJ que não aceitamos isso.

Todos estaremos de camisa preta, em sinal de protesto, mostrando à sociedade o que ocorre no Tribunal de Justiça, a começar pela omissão em relação à violência sofrida pelos servidores.