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Ciro critica PSDB (que finge fazer oposição) e Meirelles (que serve aos bancos)

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TVC\OTEMPO

Ana Luiza Faria

O ex-ministro e pré-candidato à Presidência da República, Ciro Gomes (PDT), afirmou em Belo Horizonte que ainda é muito cedo para se discutir alianças políticas para as eleições do ano que vem e lamentou que a definição da candidatura de Lula (PT) seja fundamental nesse processo. “Essa é uma variável central na vida brasileira. Lamentavelmente, o país inteiro está dependendo dessa variável”, afirmou.

As declarações foram dadas num encontro com técnicos agrícolas na Emater, na manhã desta quarta-feira (8). O presidenciável foi convidado pela instituição para debater sobre o cenário econômico brasileiro. Ciro Gomes criticou as reformas da Previdência e a Trabalhista, propostas pelo presidente Michel Temer.

MAIS CANDIDATURAS Ciro Gomes também considerou ser preciso que outras candidaturas sejam colocadas, como a do PSDB. “Eles devem escolher quem, entre eles, será intérprete desse conservadorismo oportunista e golpista em que se transformou, lamentavelmente, o PSDB nacional, com exceções”, diz. Sobre uma possível aliança com o ex-prefeito de Belo Horizonte, Marcio Lacerda (PSB), o presidenciável não afirmou e nem negou, apenas disse ser amigo próximo de Lacerda e um dos responsáveis por sua vida pública.

Questionado sobre o lançamento do nome de Manuela D’ávila (PCdoB) como candidata, Ciro Gomes afirmou que ele a considera uma mulher muito especial e preparada, e disse que um partido como o PCdoB tem o direito de participar do debate.

“Não é razoável que se negue a um partido com a história do PCdoB que se lance um quadro tão respeitável quanto o da Manuela”, diz. No entanto, Ciro Gomes afirmou que o apoio do PCdoB seria positivo. “É um partido que tem uma história no Brasil e, evidentemente, qualquer um de nós gostaria de ter o apoio do PCdoB”, afirma.

EM CIMA DO MURO O ex-ministro criticou o PSDB por não deixar claro para a população se é situação ou oposição ao governo Temer. “Eles vão enganar o povo dizendo que não são Temer, mas daqui a pouco vão romper com o Temer para poder tentar enganar a população brasileira ou vão sustentar a alça do caixão do governo Temer até o fim?”, questiona.

Também foi alvo de crítica uma possível candidatura do ministro da Fazenda, Henrique Meirelles (PSD). “Eu, como candidato, posso ter minhas contas, minha poupança bancária em uma offshore, em paraíso fiscal? A elite brasileira perdeu o pudor. No mínimo, estaria dizendo para um conjunto da sociedade que eu não confio no sistema bancário do meu país ou estou fugindo de pagar impostos”, diz.

Para Ciro, Meirelles não pode ser considerado um liberal. “Tudo que essa gente não é é liberal. Cinquenta por cento do orçamento brasileiro, dinheiro público, estão sendo entregues aos colegas banqueiros. Portanto, essa gente não é gente liberal, essa gente é liberal contra os pobres, mas eles estatizaram metade do orçamento para entregar para meia dúzia de barões que comandam a vida real do Brasil”, disse Ciro.

FÓRMULA-1Ciro Gomes comparou o momento político atual como treinamentos da Fórmula-1. Segundo ele, agora é a hora de ajustar o carro, melhorar o tempo de corrida, para definir como será grid de largada.

“Eu estou ajustando o carro, estou correndo, os tempos estão ficando cada vez melhores. Eu não sei se saio na pole position, não é provável, mas saio ali na cabeça da largada e vou fazer uma corrida de recuperação para ganhar”, afirmou.