População já vê resultados do novo plano municipal de segurança pública

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Avanço da "FEBRE AMARELA" é um alerta para a cidade de Maricá, se planejar preventivamente já que existe um histórico do caso também..

 

Frebre amarela

TVC\FOLHA

Em uma tentativa de conter novo avanço da febre amarela no país, cerca de 19,7 milhões de pessoas deverão ser vacinadas contra a doença a partir de fevereiro em São Paulo, Rio de Janeiro e Bahia.

As datas e a nova estratégia de campanha, que abrange 75 municípios, foram divulgadas nesta terça-feira (9) pelo Ministério da Saúde.

O objetivo é evitar a expansão da doença em locais que até então não tinham recomendação para vacinação contra febre amarela.

"É uma medida emergencial, que visa dar cobertura vacinal à população em áreas onde não circulava o vírus. Fracionaremos a vacina para garantir cobertura rápida em curto período de tempo", afirma o ministro da Saúde, Ricardo Barros. "Nosso objetivo é poupar vidas."

Para isso, a ideia é utilizar doses fracionadas da vacina, feitas com 1/5 da dose padrão. Segundo Barros, a medida ocorre após estudos que mostram eficácia semelhante à dose integral por ao menos oito anos. Também visa assegurar a manutenção dos estoques de vacina no país.

Desde julho do ano passado, quando o governo declarou o fim do pior surto de febre amarela silvestre já registrado no Brasil desde 1980, já houve 11 novos casos confirmados, incluindo quatro mortes.

As confirmações ocorreram em São Paulo, com oito casos, além de Minas Gerais, Rio de Janeiro e Distrito Federal, com um registro cada. Há ainda outros 92 casos suspeitos em investigação.

DATAS NOS ESTADOS

A campanha deve ocorrer por 15 dias, com datas diferentes em cada Estado. O período mais curto ocorre como estratégia para concentrar a vacinação.

Em São Paulo, a mobilização deve ocorrer entre 3 e 24 de fevereiro. Ao todo, serão vacinadas 6,3 milhões de pessoas em 52 municípios do interior. A Secretaria Estadual de Saúde, no entanto, já havia anunciado no fim de semana que pretende estender a vacinação para todo o Estado até o fim deste ano.

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Segundo o coordenador de controle de doenças, Marcos Boulos, a campanha que inicia em fevereiro deve focar nas áreas de maior risco, onde não havia recomendação de vacina e há agora ocorrência de epizootias –nome técnico dado à morte de macacos por febre amarela, o que indica a presença na região de mosquitos que transmitem o vírus (Haemagogus e Sabethes).

Em seguida, a vacinação deve ocorrer em outros pontos. A previsão é que moradores da capital paulista, por exemplo, sejam vacinados até o fim do ano. "A febre amarela não está acontecendo onde já vacinamos, mas em áreas novas", explica, sobre os motivos que levam ao aumento no número de casos confirmados no Estado.

É bom lembrar que quem vai viajar precisa se vacinar. Os casos todos de SP foram de viajantes que moram na capital paulista mas foram para Mairiporã.

No Rio de Janeiro, a campanha está marcada para ocorrer entre 19 de fevereiro e 9 de março, em 15 municípios, incluindo a capital. A previsão é vacinar até 10 milhões de pessoas.

O maior número ocorre devido à baixa cobertura vacinal no Estado, que pretendia ter toda a população imunizada até o fim de 2017. O índice de cobertura, no entanto, ainda é de 40%. "Precisamos que a população busque a vacinação", afirma o secretário estadual de Saúde, Luiz Antônio Teixeira Junior.

Já a Bahia terá vacinação entre 19 de fevereiro e 9 de março em oito cidades, incluindo Salvador.

O chamado dia D, quando há maior mobilização nos postos de saúde, está marcado para 24 de fevereiro nos três Estados. Em São Paulo, também deve ocorrer em 3 de fevereiro.

O Distrito Federal, embora tenha registrado casos da doença, não fará parte da campanha por já estar dentro da área recomendada para vacinação no país.

FRACIONAMENTO

A aplicação de doses fracionadas da vacina é recomendada pela OMS (Organização Mundial de Saúde) quando há aumento de epizootias e de casos de febre amarela de forma intensa, e é necessário conter a transmissão da doença em curto período de tempo.

"Estamos fazendo o fracionamento com a autorização da OMS para casos especiais. Não sabemos a extensão do que vai acontecer com febre amarela neste ano e, por precaução, estamos regulando nosso estoque para eventual necessidade. Se surgirem outros focos em outros Estados, teremos condições de cobrir", afirma o ministro Ricardo Barros.

Antes do Brasil, estratégia semelhante de fracionamento já foi utilizada em países como Angola e Congo, o que ajudou a interromper o surto nesses países A diferença da vacina fracionada em relação à integral está no volume aplicado. Enquanto a dose padrão tem 0,5 ml, a fracionada tem 0,1 ml. Um frasco com cinco doses, por exemplo, pode vacinar até 25 pessoas.O tempo de proteção também varia: enquanto a primeira protege por toda a vida, a segunda tem duração menor. Inicialmente, esse período era citado em até um ano.

Novos estudos feitos pela Fiocruz, porém, mostram que a imunização já dura ao menos oito anos. A instituição afirma que continuará a avaliar o tempo de proteção para definir se haverá a necessidade de aplicação de uma nova dose no futuro, por exemplo.

"Para que não haja aumento de casos, estamos fazendo a vacinação. O vírus agora entrou em área de maior densidade populacional. Se não fizermos ação rápida e eficaz, podemos ter número muito maior de casos e óbitos", explica a coordenadora do Programa Nacional de Imunizações, Carla Domingues, que lembra que o período entre dezembro e julho costuma ser de maior circulação do vírus.

Chamada Febre amarela
PÚBLICO-ALVO

A aplicação da dose fracionada virá acompanhada de um selo específico, a ser colocado na caderneta de vacinação. Para receber as doses, pessoas que vivem nos municípios indicados devem se dirigir às unidades básicas de saúde.A vacina fracionada é recomendada acima dos 2 anos de idade. Idosos, porém, devem ter avaliação dos serviços de saúde, que irão verificar se há contraindicações à vacinação.

Apesar da oferta da vacina fracionada nesses locais, alguns grupos continuarão a ter recomendação para receber a dose integral. É o caso de crianças de 9 meses a 2 anos incompletos, grávidas residentes de áreas de risco e pessoas com condições especiais –caso de portadores de HIV e pacientes que terminaram a quimioterapia. A justificativa é a ausência de estudos que mostrem a eficácia nestes grupos.

Segundo o ministério, gestantes que vivem em locais com maior risco devem avaliar com o médico os riscos e benefícios de tomar a vacina. Nessa avaliação, entram as condições de saúde da mãe, qual o trimestre de gestação, grau de exposição ao vírus etc.

A vacinação a grávidas era totalmente contraindicada até o ano passado, quando alguns Estados passaram a permitir a imunização mediante avaliação médica nas áreas de maior possibilidade da doença. Nesses casos em que o médico achar que vale tomar a vacina, a dose deve ser a integral, e não a fracionada.

Quem planeja viajar a outro país também receberá a dose integral, desde que apresente o comprovante de viagem no momento da vacinação.

A vacina permanece contraindicada a pacientes imunodeprimidos e em tratamento de câncer e a pessoas alérgicas à proteína do ovo, devido ao risco de eventos adversos.

Já a oferta de vacina nos locais onde já havia recomendação de imunização contra febre amarela não será alterada.

*

Veja as 75 cidades que terão campanha em fevereiro:

São Paulo:
Aparecida
Arapeí
Areias
Bananal
Bertioga
Caçapava
Cachoeira Paulista
Canas
Caraguatatuba
Cruzeiro
Cubatão
Cunha
Diadema
Guaratinguetá
Guarujá
Igaratá
Ilhabela
Itanhaém
Jacareí
Jambeiro
Lagoinha
Lavrinhas
Lorena
Mauá
Mongaguá
Monteiro Lobato
Natividade da Serra
Paraibuna
Peruíbe
Pindamonhangaba
Piquete
Potim
Praia Grande
Queluz
Redenção da Serra
Ribeirão Pires
Rio Grande da Serra
Roseira
Santa Branca
Santo André
Santos
São Bento do Sapucaí
São Bernardo do Campo
São José do Barreiro
São José dos Campos
São Luís do Paraitinga
São Sebastião
São Vicente
Silveiras
Taubaté
Tremembé
Ubatuba

Rio de Janeiro:
Belford Roxo
Duque de Caxias
Itaboraí
Itaguai
Japeri
Magé
Mesquita
Nilópolis
Niterói
Nova Iguaçu
Queimados
Rio de Janeiro
São Gonçalo
São João de Meriti
Seropédica

Bahia:
Camaçari
Candeal
Itaparica
Lauro de Freitas
Mata de São João
Salvador
São Francisco do Conde
Vera Cruz

TVC: A cidade que tem um histórico de morte por febre amarela fica fora da lista das ações preventivas. Será que tem que morrer mais um morador para o trabalho de prevenção seja feito??
A Subsecretaria de Vigilância em Saúde da Secretaria de Estado de Saúde do Rio de Janeiro confirmou que o morador de Maricá morreu a causa da morte teve o diagnóstico febre amarela, o fato aconteceu em 20/04/2017, o morador morreu no Hospital Evandro Chagas, da Fundação Instituto Oswaldo Cruz (Fiocruz), na capital, para onde havia sido transferido após ser internado em unidade de pronto atendimento de Maricá. Ele era morador de um bairro do Bananal, zona rural do município.
Após a morte a Secretária de Saúde do município Drª Simone da Costa, uma profissional de excelência que partiu para uma ação emergência sem medir esforços no sentido de conter o avanço da doença na cidade de Maricá.
A secretária foi buscar vacinas estocadas em outros municípios para fazer um cinturão no sentido de isolar a "FEBRE AMARELA" na área urbana do município.
O que muitos estão estranhando porque a cidade de Maricá esta fora das cidades onde irão ocorrer ações preventivas, seria o argumento que parte da cidade foi vacinada, mais e a outra parte, e aqueles que estão residindo recentemente não estão calculando o crescimento populacional da cidade que hoje tem uma administração bem acima de outros municípios. Estão comentando um erro a não fazer uma ação preventiva, a reportagem da TVC fez contato com a Drª Simone, esta adiantou que teria uma reunião hoje na Comissões Intergestores Bipartites (CIB) a pauta é justamente as ações a ser feitas com as vacinas que irão ser fracionadas , a população espera que a secretária possa se posicionar com firmeza em defesa do direito de igualdade na forma do tratamento e ações de prevenções contra uma doença que já matou na cidade de Maricá.