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A cidade do Rio de Janeiro mais parece a Stalingrado da Segunda Guerra Mundial

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Pedro do Coutto

 

Parece incrível, mas a cidade do Rio de Janeiro encontra-se de fato no caminho de se ver envolvida por uma nova batalha de Stalingrado, duante a Segunda Guerra Mundial, que foi cercada por forças nazistas em agosto de 43 e conseguiu heroicamente romper o cerco em fevereiro de 44.

A cidade mudou de nome. Hoje chama-se Volvogrado, após a morte do ditador que governou a União Soviética de 1924 a 1953, quando faleceu aos 72 anos. Stalin, depois de sua morte, caiu em desgraça e teve seus crimes revelados no período Kruschev. O chefe do governo soviético voltou-se para apagar os rastros do que chamou de culto da personalidade. Mas esta é outra questão.

DE CASA EM CASAO fato é que a luta em Stalingrado foi travada de rua em rua e até de casa em cassa. A bandeira alemã era içada de manhã e a cidade era retomada pelos russos à tarde. Isso aconteceu durante longos sete meses. A partir daí as forças soviéticas apoiadas pelos EUA varreram os invasores de seu território e penetraram na Polônia e na Alemanha.

Nesta terça-feira, dia 6, no Rio, mais uma etapa da luta urbana, com mortos e feridos aconteceu quando os bandidos atacaram e foram atacados por forças policiais no Complexo da Maré. A Globonews filmou e divulgou os 40 minutos de cerrado tiroteio que levou ao fechamento das linhas Vermelha e Amarela e também da Av. Brasil. Nessas três vias trafegam 700 mil veículos diários.

É TODO DIA…Não há dia em que não se registrem tiroteios, mortes, feridos, encurralados expostos ao fogo cruzado e ao desfecho trágico de balas perdidas. Neste momento, a cidade do Rio de Janeiro encontra-se sitiada pelo crime, pelos bandidos, pelo tráfico de drogas, pelos assaltos no transporte de cargas, e sobretudo pelos assaltos à própria população.

E não há sintomas, infelizmente, de que o cerco da Stalingrado tropical em 2018 possa ser rompido com as forças da ordem hasteando a bandeira branca nas áreas retomadas e ameaçadas pela desordem.

Os agentes da lei defrontam-se nas 24 horas do dia com perigos iminentes, com invasões de facções criminosas contra outras na luta pelo domínio do comércio maldito de drogas. Esse comércio possui também ramificações em pontos de venda de celulares roubados. Na verdade a cidade atravessa uma fase dramática de sua história.

PARADOS NA ILHA – Ontem, por exemplo, quem chegasse ao Aeroporto Tom Jobim não poderia sair da Ilha do Governador. Quem desejasse viajar não conseguiria chegar ao Aeroporto Internacional do Rio. Os acessos das principais visa da cidade estavam bloqueadas por mais um episódio da guerra urbana. Não poderia nem ir nem vir.

Esse episódio, inclusive está se tornando comum na capital fluminense.

A população não sabe a quem recorrer. O governador Luis Fernando Pezão não adianta nada. Ao governo Michel Temer tampouco. 12 milhões e 300 mil habitantes do Grande Rio estão reféns do conflito entre a ordem e a desordem.

Eu ia escrever hoje sobre mais um capítulo da reforma da Previdência. Reforma que virou o slogan vazio de conteúdo colocado pelo governo de Brasília em votação no Congresso. Mas a guerra do Rio tornou-se um fato imperativo de ser analisado. Suas razões são bastante profundas. E as soluções desafiam o tempo. Escrevo sobre a Previdência amanhã.

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